ALERTA VERMELHO: VIAGENS CANCELADAS, SONHOS FRUSTRADOS! Calotes de agências se multiplicam e deixam rastro de prejuízos no Sul de Minas

05 de fevereiro de 2026

Trespontanos também estão entre as vítimas!

Comprar um pacote de viagem sempre foi sinônimo de planejamento, lazer e descanso. Mas para centenas de consumidores mineiros, a experiência tem se transformado em pesadelo. Em Varginha e região, duas agências de turismo – Nara Viagens e Francinei Viagens – estão no centro de investigações policiais e ações judiciais após cancelarem viagens já pagas e deixarem clientes sem reembolso.

Os casos revelam um problema crescente no Brasil: empresas que vendem pacotes promocionais, alegam dificuldades financeiras e simplesmente não entregam o serviço contratado. O resultado é uma avalanche de boletins de ocorrência, processos judiciais e famílias inteiras prejudicadas.

INVESTIGAÇÃO POLICIAL EM ANDAMENTO

A Polícia Civil de Minas Gerais instaurou procedimento investigatório para apurar possível crime de estelionato envolvendo a agência Nara Viagens, que atuava em Varginha. Após anunciar o encerramento das atividades, a empresa passou a ignorar clientes e a cancelar pacotes sem devolver o dinheiro.

Mais de 15 boletins de ocorrência já foram registrados contra a agência. As denúncias partem de consumidores de Varginha, Três Corações, Três Pontas, Poços de Caldas e Cambuquira – evidenciando que o problema ultrapassa fronteiras municipais.

Segundo a Polícia Civil, as queixas envolvem cancelamentos repentinos, ausência de reembolsos e total dificuldade de contato com os responsáveis pela empresa. A corporação reforça que o crime de estelionato exige representação formal da vítima, e orienta os prejudicados a comparecerem às delegacias com contratos, comprovantes de pagamento e registros de conversas.

CLIENTES DE TRÊS PONTAS ENTRE AS VÍTIMAS

Moradores de Três Pontas também aparecem entre os afetados. Muitas famílias da cidade compraram viagens para destinos como litoral do Rio de Janeiro e Nordeste e agora lutam para recuperar o dinheiro investido.

A professora Luciana Vilela, uma das vítimas, relata a frustração vivida por sua família. Ela adquiriu um pacote para Arraial do Cabo (RJ) e pagou tudo à vista. Mesmo assim, nunca recebeu informações básicas sobre a viagem.

“Pedi o contrato várias vezes. Só enviaram depois de quase uma semana. Depois disso, não passavam data, pousada, nada. De repente, veio o cancelamento. Fiquei sem viagem e sem dinheiro”, conta.

Luciana calcula um prejuízo superior a R$ 2 mil. Além do valor do pacote, comprou roupas e acessórios para as férias que jamais aconteceram.

“É revoltante. Planejamos, criamos expectativa, e no fim ficamos com uma dor de cabeça enorme”, desabafa.

EMPRESA ALEGA CRISE FINANCEIRA

Em nota oficial, a Nara Viagens atribuiu o fechamento a dificuldades financeiras acumuladas desde a pandemia. Segundo a empresa, tragédias climáticas em destinos turísticos, aumento de custos e concorrência desleal comprometeram o fluxo de caixa.

A agência admitiu ter feito promoções para tentar equilibrar as contas e contrair empréstimos, mas afirmou que as medidas não foram suficientes. No comunicado, também relatou ter sofrido ameaças de clientes e disse estar à disposição das autoridades para prestar esclarecimentos.

Para os consumidores, no entanto, as justificativas pouco importam. Quem pagou exige receber o serviço ou o dinheiro de volta.

RELEMBRE: OUTRO CASO EXPLODIU EM VARGINHA

O problema não é isolado. No ano passado, a agência Francinei Viagens, também sediada em Varginha, protagonizou situação semelhante. Após dezenas de reclamações, a empresa anunciou o encerramento das atividades.

Pelo menos 50 clientes afirmam ter comprado pacotes que nunca foram cumpridos. Viagens foram canceladas, excursões não aconteceram e os reembolsos prometidos não foram pagos.

A Polícia Civil confirmou que há boletins de ocorrência por estelionato contra a empresa e orientou as vítimas a apresentarem provas documentais para fortalecer as investigações.

Em nota, a Francinei Viagens alegou ter enfrentado “desafios operacionais externos” e afirmou que ataques nas redes sociais teriam agravado a situação. A empresa prometeu honrar compromissos e resolver pendências individualmente – mas muitos consumidores dizem nunca terem visto o dinheiro de volta.

UM PROBLEMA NACIONAL

O que acontece em Varginha e Três Pontas é reflexo de um fenômeno nacional. Dados da plataforma Reclame Aqui mostram que, apenas em 2024, mais de 27 mil reclamações envolvendo agências de turismo e operadoras foram registradas no Brasil. Entre as principais queixas estão:

  • cancelamento de viagens sem reembolso;

  • dificuldade de contato com a empresa;

  • descumprimento de contrato;

  • alterações unilaterais de pacotes.

O Procon-SP também aponta crescimento de denúncias relacionadas a turismo nos últimos três anos, especialmente após a retomada das viagens no pós-pandemia.

Especialistas alertam que muitas empresas vendem pacotes a preços irreais para fazer caixa imediato. Quando o volume de vendas cai, o esquema entra em colapso e o consumidor fica com o prejuízo.

COMO EVITAR CAIR EM GOLPES

Diante do aumento de casos, órgãos de defesa do consumidor reforçam cuidados básicos antes de fechar qualquer viagem. Confira as principais recomendações:

1. Desconfie de preços muito abaixo do mercado

Promoções milagrosas podem ser armadilhas. Compare valores com outras agências e operadoras.

2. Exija contrato detalhado

Nunca pague nada sem um documento formal com datas, serviços incluídos, política de cancelamento e reembolso.

3. Pesquise a reputação da empresa

Verifique reclamações em sites como Reclame Aqui, Procon e redes sociais.

4. Prefira pagar com cartão de crédito

Em caso de problema, é mais fácil contestar a cobrança.

5. Evite transferências bancárias ou PIX sem garantia

Pagamentos diretos dificultam a recuperação do dinheiro.

6. Guarde todos os comprovantes

Conversas de WhatsApp, e-mails e recibos são provas fundamentais em eventual ação judicial.

7. Consulte o Cadastur

Verifique se a agência está devidamente registrada no Ministério do Turismo.

DIREITOS DO CONSUMIDOR

De acordo com o Código de Defesa do Consumidor, quem tem a viagem cancelada por culpa da empresa tem direito ao reembolso integral e à indenização por eventuais danos.

Nos casos investigados em Varginha, advogados afirmam que, se comprovado o dolo, os responsáveis podem responder criminalmente por estelionato e também por danos morais e materiais.

ALERTA PARA A POPULAÇÃO

Os episódios envolvendo Nara Viagens e Francinei Viagens acendem um alerta para consumidores de toda a região. Em cidades como Três Pontas, onde muitos moradores planejam viagens em grupo e excursões, o cuidado precisa ser redobrado.

A recomendação das autoridades é clara: qualquer pessoa que se sentir lesada deve registrar boletim de ocorrência e procurar orientação jurídica.

Viajar continua sendo um direito e um sonho legítimo. Mas, diante da onda de calotes, a regra agora é uma só: planejar com cautela para não transformar férias em prejuízo.

Serviço ao consumidor

Se você foi vítima de alguma dessas empresas ou de outra:

  • Procure a delegacia mais próxima e registre ocorrência;

  • Leve contrato, comprovantes e conversas;

  • Busque o Procon de sua cidade;

  • Considere ação judicial para reaver valores.

Informação e prevenção são as melhores armas contra golpes no setor de turismo.

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Roger Campos

Jornalista / Editor Chefe

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