AGRONEGÓCIO: Expocafé deve movimentar 200 milhões de reais

AGRONEGÓCIO: Expocafé deve movimentar 200 milhões de reais

Roger Campos
4 de junho de 2016

Maior evento do agronegócio café no Brasil acontece de 8 a 10 de junho, em Três Pontas

Começa na próxima semana a 19ª edição da EXPOCAFÉ entre 8 e 10 de junho, no Campo Experimental da EPAMIG em Três Pontas. O evento, considerado a maior exposição nacional de máquinas para o agronegócio café, vai reunir cerca de 150 empresas que irão apresentar tecnologias e equipamentos como secadores, tratores, roçadeiras, adubadeiras, plantadeiras, podadeiras, derriçadeiras, além de softwares e serviços para o setor. Serão 204 estandes em 12 mil m2 de feira.

Além da exposição de máquinas, a programação contará com dinâmicas de campo, minicursos, workshop, dentre outras ações de transferência tecnológica promovidas por EPAMIG e parceiros. Durante as dinâmicas, os participantes poderão conhecer na prática o funcionamento de equipamentos instalados nas lavouras de café do Campo Experimental.

Nos minicursos, painel e workshop, pesquisadores e demais especialistas apresentarão resultados de estudos na região, qualidade e produtividade de cultivares de café, manejo e nutrição do cafeeiro e qualidade do grão e da bebida. Além disso, serão realizadas degustações comentadas de azeite e de vinho.

A entrada na EXPOCAFÉ e a participação nos minicursos e dinâmicas de máquinas são gratuitas. A exposição ficará aberta ao público de 8 a 10 de junho, de 8h às 18 horas. A EXPOCAFÉ 2016 deve movimentar mais de R$ 200 milhões de reais em negócios gerados e prospectados e a expectativa de público é de cerca de 20 mil visitantes.

Café de qualidade

Cafeteria_de_Três_Pontas_valoriza_produto_regional_de_alta_qualidade_-Foto_Paulo_Prado

Durante a Dinâmica de campo, os participantes irão conhecer cultivares de café desenvolvidas pela EPAMIG, como a Aranãs e a Paraíso, além de quatro novos materiais que estão em fase de registro. Três deles têm resistência à ferrugem, principal doença da cafeicultura, e um se destacou por ter o grão maior. De acordo com o pesquisador da EPAMIG Gladyston Carvalho a introdução de cultivares resistentes à ferrugem, praga, doença e nematoide e com potencial para cafés finos traz tranquilidade ao cafeicultor e garantia de sustentabilidade ao negócio.“Detectamos que as cultivares desenvolvidas pela EPAMIG têm potencial de bebida maior que as tradicionais. Portanto, a pesquisa tem buscado mudança no padrão de bebida, agregando valor à venda do café”, explica.

Nas regiões Sul de Minas, Cerrado Mineiro e Chapada de Minas, bebidas das cultivares de café Catiguá 2, Aranãs, Paraíso 1 e 2 têm obtido pontuação acima de 80 pontos na escala da Sociedade Norte-Americana de Cafés Especiais (SCAA). É o caso do grão cultivado na Fazenda Pântano em Patos de Minas, que venceu por dois anos consecutivos Concurso Estadual de Café, com a bebida da Paraíso 2, que recebeu na prova de xícara nota de 87,79 pontos.“Fomos procurados por uma grande empresa que comercializa café expresso e cápsulas que viu um diferencial na bebida produzida pela Paraíso 2, em nossa propriedade em Patos de Minas”, comemora o cafeicultor Wagner Ferrero que produz café nas Regiões Mogiana e  Cerrado Mineiro.

121112
A Penagos estará na Expocafé com seu estande na edição 2016.

Empreendedorismo

Além de máquinas e insumos para a cafeicultura, os participantes terão a oportunidade de conhecer cosméticos à base de café produzidos pela Kapeh, empresa que nasceu no município de Três Pontas, há quase 10 anos, e que vai apresentar um mix com mais de 100 itens na feira. Os produtos são diversificados nas linhas corporal, capilar, teen, masculina e ambiente, além de kits e acessórios.

Na cidade que sedia a maior feira nacional do café, também são atrativos, na cafeteria Vimi, cafés finos e diversos métodos de preparo de café. O empreendimento, recentemente inaugurado, é resultado da vontade do casal Luciano Vitor de Faria e Lidiane Maria Faria de surpreender o consumidor, amante da bebida, com café de alta qualidade, pontuação acima de 84 pontos na escala SCAA, produzido na região.“Tínhamos como sonho um local que oferecesse cafés de qualidade ao consumidor e que despertasse no cafeicultor um olhar diferenciado para produção de lotes de cafés especiais, que para eles pode refletir em valores 60% a mais por saca do que se paga hoje pelo café de commodity”, conta.

Fonte: Assessoria de Comunicação da EPAMIG

Conexão EXPOCAFÉ