CAFÉ: Robôs prometem agilizar processos de plantio e secagem em terreiros em MG

CAFÉ: Robôs prometem agilizar processos de plantio e secagem em terreiros em MG

Roger Campos
15 de novembro de 2018

Dois protótipos desenvolvidos por alunos de instituições de Santa Rita do Sapucaí (MG) prometem agilizar os processos de plantio e secagem do café em terreiros. O “Robocoffee” ou “Robô do Café” e o robô plantador ainda estão em estágio inicial, mas prometem mudar em breve a vida de produtores rurais.

Do Instituto Nacional de Telecomunicações (Inatel), vem o projeto do Robocoffee ou Robô do Café. Por enquanto, ele é apenas um protótipo feito de MDF. Mas pelo pouco do que foi mostrado na prática a nova “tecnologia” promete facilitar e dar maior qualidade de vida a quem depende do trabalho no campo.

“O robô do café ajuda o lavrador tanto no manejo do café, quanto na locação da mão de obra no terreiro. Enquanto no terreiro você precisa de duas, três pessoas para fazer o movimento do café, o robô faz todo o trabalho sozinho e precisa apenas de uma pessoa para controlar à distância. Além de não fazer todo o trabalho braçal, ele vai estar imune à exposição direta aos raios solares”, explica o estudante Lucas Pereira Santos, um dos idealizadores do projeto.

O protótipo, construído por alunos do 1º período, foi apresentado recentemente na Feira Tecnológica do Inatel, a Fetin, que aconteceu em setembro. O robô é guiado por um controle remoto que tem alcance de até 100 metros.

“Se ele (o produtor) quiser ele pode ficar sentado na sombra que o carrinho faz todo o processo. À medida que o carrinho vai passando em cima do café, uma haste vai dando o movimento do café no terreiro, fazendo com que o café gire constantemente, várias vezes ao dia, para o sol bater por completo no grão, fazendo a secagem inteira e não de uma parte só”, explica o estudante Igor Honorato Martins.

Os inventores do Robocoffe também garantem que a nova tecnologia é mais sustentável, pois preserva o meio ambiente.

“Hoje em dia é comum o uso da moto no terreiro. E a moto, como ela é movida a combustível, ela polui tanto o meio ambiente quanto o próprio grão de café, quando ela solta resíduos. Esse carrinho não causa nenhum dano ao meio ambiente e a gente pensa em aprimorar o sistema com placas solares, que vão ajudar a alimentar a bateria”, conta Igor.

Para quem vive na roça, a chegada de um “robô” para fazer o trabalho rural causa estranheza em um primeiro momento, mas ajuda a abrir uma boa perspectiva de futuro.

“O Robocoffé tem muito a oferecer para o trabalhador, porque a tecnologia vem ajudar não a tirar o serviço de uma pessoa, mas tirar um serviço braçal repetitivo e você economiza tempo e dinheiro para fazer outras atividades que vão agregar mais para o cafeicultor”, reforça o supervisor do Laboratório de Inovação FabLab, do Inatel, Juliano Ubiraci dos Santos.

Segundo os alunos, o próximo passo agora é modernizar o protótipo, para que ele auxilie o produtor a monitorar a qualidade do café.

“A gente tem a ideia de melhorar a mecânica do projeto e também inserir certos sensores que medem alguns parâmetros que são essenciais para o produtor conseguir acompanhar a qualidade do café”, conta Lucas Pereira Santos.

Ainda não há uma data prevista para quando o Robocoffee possa estar disponível ao mercado.

Robô plantador

Um outro projeto que promete melhorar a produtividade na agricultura e que também está em desenvolvimento em Santa Rita do Sapucaí, mas na ETE FMC, a Escola Técnica de Eletrônica, é o robô plantador. A máquina pretende auxiliar o agricultor no plantio não só do café, mas de várias outras culturas.

“Ele é um robô que foi criado para automatização dos processos agrícolas de plantação de sementes variadas. Existem máquinas que atuam nesse segmento, mas hoje elas precisam de uma pessoa para manusear. A ideia foi construir algo mais automatizado, que é comandado através de um aplicativo. Qualquer pessoa, independente de idade e até mesmo de localização, pois não precisa estar na fazenda, pode acompanhar os resultados da máquina. Além disso você pode ganhar em produtividade, porque ela pode trabalhar à noite, em diversos horários”, explica a professora de sistemas digitais da ETE FMC, Marília Martins Bontempo.

A ideia para construção do equipamento partiu de alunos do 1º ano do Ensino Médio, de 14 a 15 anos, a partir da experiência de um deles, que via a dificuldade do trabalho do avô na roça.

O projeto foi apresentado em outubro durante a Feira de Projetos Tecnológicos da ETE, a Projete. Agora o foco é implementar melhorias no equipamento para quem saiba no futuro ele possa estar disponível ao mercado.

Fonte G1 Sul de Minas

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Roger Campos

Jornalista

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