“Porque se fosse um latrocínio, um roubo seguido de morte, os ladrões não teriam perdido tempo, precioso da fuga, para botar fogo em uma das vítimas. O fato de ter sido feita uma fogueira com uma das vítimas demonstra que foi um crime passional”, disse o delegado José Rubens Nogueira Neto.
Ainda de acordo com o delegado, as investigações sugerem que o operador de máquinas tenha mantido um relacionamento com a mulher detida pelos policiais. O caso teria acontecido um ano antes das mortes e, ao descobrir o relacionamento, Priscila agrediu a suspeita. A mulher teria então contado a história para o marido e os irmãos, que são acusados de planejarem as mortes.
“A vítima, Adilson, tinha tido um caso com a suspeita. Um caso que ficou comprovado nos autos, até inclusive todos os investigados confirmaram a existência desse caso. Na verdade, o marido da suspeita que é investigado, ele teve conhecimento da traição da esposa dele, assim como a Priscila, vítima, que ficou sabendo que o marido dela tinha traído com a suspeita. A partir daí, começou uma série de desavenças entre as duas famílias. Tanto que eles eram vizinhos e as vítimas se mudaram, posteriormente, para a zona rural para afastar disso”, explicou o delegado.
Para o advogado de defesa é preciso mais provas para incriminar os suspeitos. “Para se condenar tem que ter provas e é por isso que vai ter instrução criminal, para realmente chegar em um ponto em comum, mas que se chame prova e não indícios ou presunções”, disse o advogado Santos Fiorini.
Ainda segundo a Polícia Civil, a prisão dos quatros suspeitos é provisória. Eles podem ser indiciados por homicídio duplamente qualificado, por motivo fútil e também por omissão de cadáver.
A trespontana Elisabete Girardelli, viúva do farmacêutico Mathias Girardelli, tia de Priscilla, comentou em sua página no facebook a prisão dos cruéis criminosos:
“Assassinos daPriscilla Alves Girardellie Adilson presos, justiça começando a ser feita!”






