GOVERNO PIMENTEL DEVE 14 MILHÕES PARA PREFEITURA DE TRÊS PONTAS

GOVERNO PIMENTEL DEVE 14 MILHÕES PARA PREFEITURA DE TRÊS PONTAS

Roger Campos
24 de outubro de 2018

EM NÚMEROS EXATOS, HOJE, A DÍVIDA É DE R$ 14.667.679,35

O Governo do Estado de Minas Gerais, representado nos últimos quatro anos pelo petista Fernando Pimentel, tem sido visto como o causador de uma crise sem precedentes em diversas cidades, incluindo Três Pontas, haja vista que o Município tem, segundo a Secretaria Municipal de Fazenda, R$14.000.000,00 em repasses pendentes.

De acordo com o secretário municipal de Fazenda de Três Pontas, Aguinaldo Gomes Correa, com quem oConexãoconversou na tarde desta última terça-feira (23), a Prefeitura está “de mãos amarradas”, impossibilitada de realizar algumas obras, melhorias e investimentos por conta da falta de repasses por parte do governador mineiro Fernando Pimentel.

Secretário de Fazenda de Três Pontas, Aguinaldo Gomes Correa.

Desse montante, uma parte seria revertida para a Santa Casa de Misericórdia do Hospital São Francisco de Assis, que vem enfrentando grave crise financeira, se mantendo aberta e atendendo com dificuldade, inclusive para cumprir o pagamento dos salários da classe médica.

Segundo a AMM (Associação Mineira de Municípios), a dívida do Estado com os municípios chegava a quase R$ 6 bilhões em junho deste ano e o valor só aumentou. Para a entidade, a situação está insustentável e a revolta é grande entre os prefeitos.

Foram várias as cobranças, movimentações, manifestações, ações judiciais e institucionais por parte da Associação Mineira de Municípios (AMM) para que o Governo de Minas Gerais cumprisse seu papel constitucional de repassar aos municípios os repasses do ICMS e IPVA, além dos recursos da Saúde, Transporte Escolar, Assistência Social e Multas de Trânsito, entre tantos outros.

“Em resposta ao posicionamento da AMM, o Governo do Estado de Minas Gerais fez apenas promessas. Não cumpriu seus acordos, não pagou as contas e volta a atrasar todos os repasses, acumulando uma dívida bilionária com os municípios mineiros”, diz a Associação.

“Como confiar em um Governo assim? Como planejar uma gestão sem a garantia dos repasses, pois eles prometem e não cumprem? Essa situação crítica vivida pelos prefeitos, acreditamos ser inédita no Brasil. Um governo que confisca impostos dos municípios? Um governo que abandona a saúde pública da população? Um governo que mente sem parar e coloca os prefeitos em situação tão difícil? Só em Minas Gerais”,lamenta o presidente da AMM e prefeito de Moema, Julvan Lacerda, 1º vice presidente da Confederação Nacional dos Municípios (CNM).

Para o presidente da AMM, o clima entre os prefeitos é de total insatisfação e a paralisação dos serviços que é dever do Estado e que as prefeituras assumem, pode acontecer a qualquer momento.“Até quando vamos aguentar bancar o transporte de alunos de responsabilidade do Estado, com os recursos municipais? Prometeram pagar tudo e não atrasar mais nada”, desabafa o presidente da AMM.

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Roger Campos

Jornalista

MTB 09816

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