Minas tem casos confirmados de sarampo, diz Secretaria de Saúde

Minas tem casos confirmados de sarampo, diz Secretaria de Saúde

Roger Campos
17 de maio de 2019

Minas Gerais tem três casos confirmados de sarampo, segundo informou a Secretaria Estadual de Saúde (SES). O número é três vezes maior do que registrado no último boletim epidemiológico divulgado pela pasta, no último dia 22, e trazia um caso importado da doença.

De acordo com a SES, os exames dos dois novos casos foram inclusivos e, por enquanto, não foi possível confirmar se as vítimas contraíram a doença em Minas ou em outros estados – os dois pacientes viajaram nos últimos meses.“Devido à impossibilidade técnica, não foi possível identificar o genótipo das amostras enviadas”, informou a secretaria em nota. Os últimos casos autóctones – quando a doença é transmitida dentro do município – ocorreram em 1997.

Além dos casos que já foram comprovados, outros 13 notificados aguardam resultados clínicos para confirmar ou descartar a doença, que é altamente viral e infecciosa. Até o momento, a enfermidade não provocou nenhuma morte no Estado.

Uma das vítimas de sarampo é moradora de Belo Horizonte e tem 13 anos. A adolescente, portadora de lúpus, também contraiu dengue. De acordo com a SES, em janeiro a menina esteve em Porto Seguro, na Bahia, e em Almenara, no Vale do Jequitinhonha. Ela começou a passar mal em 17 de fevereiro, quando procurou um Hospital de Contagem. Na ocasião foi realizado teste de dengue, que deu positivo.

Pouco mais de três semanas depois, em 6 de março, a adolescente apresentou sintomas compatíveis para sarampo. A vítima voltou a procurar atendimento em Contagem, quando foi orientada a buscar um hospital da capital, onde ficou hospitalizada e isolada. Dois exames realizados pela Fundação Ezequiel Dias (Funed), além da Fiocruz, no Rio de Janeiro, constataram a doença. A adolescente havia sido vacinada com uma dose da tríplice viral em 2011.

Um jovem de 25 anos, que mora em Contagem e não foi vacinado contra a doença, também contraiu sarampo. Ele esteve em Trindade, no Pernambuco, em 28 de fevereiro. Depois dos primeiros sintomas, em 1ª de março, o rapaz foi hospitalizado em uma Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) da capital. O caso também foi comprovado pela Funed e pela FioCruz.

Conforme a Secretaria de Saúde, no período em que poderia transmitir a enfermidade, o jovem trabalhou em um condomínio fechado na Grande BH. Em ambos os casos, o Estado realizou o bloqueio vacinal nos familiares e nas unidades de saúde onde as vítimas receberam os primeiros atendimentos.

O terceiro caso, que já havia sido confirmado, é de um italiano morador de Betim, na Grande BH, que importou a doença de outro país. Entre dezembro de 2018 e janeiro deste ano, o paciente esteve na Croácia e na Itália.

Transmissão

A transmissão do sarampo ocorre de pessoa a pessoa por meio de secreções presentes na fala, tosse, espirros ou até mesmo respiração. Na presença de pessoas não imunizadas ou que nunca tiveram a doença, ela pode se manter em níveis endêmicos, produzindo epidemias recorrentes.

Os sintomas incluem tosse, coriza, rinorréia (rinite aguda), conjuntivite (olhos avermelhados), fotofobia (aversão à luz) e manchas de koplik (pequenos pontos esbranquiçados presentes na mucosa oral). A evolução da doença pode originar complicações infecciosas como amigdalites (mais comum em adultos), otites (mais comum em crianças), sinusites, encefalites e pneumonia, que podem levar a óbito.  As complicações frequentemente acometem crianças desnutridas e menores de um ano de idade.

A SES lembra que o sarampo é uma doença viral, infecciosa aguda, grave, transmissível, altamente contagiosa e comum na infância. A doença começa inicialmente com febre, exantema (manchas avermelhadas que se distribuem de forma homogênea pelo corpo), sintomas respiratórios e oculares.

Vacina

A principal forma de prevenção contra a doença é a vacina tríplice viral, que protege contra o sarampo, a caxumba e a rubéola. Essa vacina está disponível no Calendário Nacional de Vacinação.

Vacinação de rotina:

– Aos 12 meses de idade, a criança deverá receber a primeira dose da vacina tríplice viral.

– Aos 15 meses de idade, a criança deverá receber a segunda dose com a vacina tetraviral (contra o sarampo, a rubéola, a caxumba e a catapora/varicela) ou a vacina tríplice viral e a de varicela monovalente.

– De 02 a 29 anos, caso não tenha nenhum registro de dose da vacina tríplice ou tetraviral, deverão receber duas doses com intervalo de no mínimo 30 dias da primeira dose.

– Gestantes com até 29 anos, caso não tenham nenhum registro de dose da vacina tríplice ou tetraviral, deverão receber NO PÓS-PARTO duas doses com intervalo de no mínimo 30 dias da primeira dose.

– De 30 a 49 anos, caso não tenha nenhum registro de dose da vacina tríplice ou tetraviral, deverá receber apenas uma dose. Gestantes de 30 a 49 anos, caso não tenham nenhum registro de dose da vacina tríplice ou tetraviral, deverão receber NO PÓS-PARTO uma dose da vacina.

– Profissionais de saúde (médicos, enfermeiros, dentistas e outros), independentemente da idade, devem ter duas doses válidas da vacina tríplice viral documentadas.

– Profissionais de transporte (taxistas, motoristas de aplicativos, motoristas de vans e ônibus), profissionais do turismo (funcionários de hotéis, agentes, guias e outros), população privada de liberdade, viajantes e profissionais do sexo devem manter o cartão de vacinação atualizado conforme os esquemas vacinais de acordo com a faixa etária.

Bloqueio vacinal:

– Deve ser realizado no prazo máximo de 72 horas após a notificação do caso. O bloqueio vacinal é seletivo.

– Contatos a partir dos 6 meses até 11 meses e 29 dias devem receber uma dose da vacina tríplice viral. Essa dose não será válida para rotina da vacinação, devendo-se agendar a dose ‘1’ de tríplice para os 12 meses de idade.

– Contatos a partir dos 12 meses até 49 anos de idade devem ser vacinados conforme as indicações do Calendário Nacional de Vacinação.

– Contatos acima de 50 anos que não comprovarem o recebimento de nenhuma dose de vacina devem receber uma dose de tríplice viral.

*Hoje em Dia

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Roger Campos

Jornalista

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