Polícia investiga se idosa foi morta por causa do dinheiro da aposentadoria em Campos Gerais

Polícia investiga se idosa foi morta por causa do dinheiro da aposentadoria em Campos Gerais

Roger Campos
10 de novembro de 2018

A polícia já sabe que a mulher de 79 anos que foi encontrada morta na madrugada desta sexta-feira (9) em uma casa incendiada em Campos Gerais (MG) não morreu em decorrência do incêndio. Para a polícia, ela foi brutalmente assassinada e ainda pode ter sido vítima de violência sexual. O motivo pode ter sido o dinheiro da aposentadoria que ela recebia todos os meses.

O irmão da vítima disse que viu a idosa pela última vez quando chegou do trabalho, por volta de 19h de quinta-feira (8).

“Eu vi ela chegando aqui por volta de 19h sozinha, aí deitei para descansar, fui dormir e não vi nada mais. Eu vi ela acendendo a luz e depois não vi mais. Era religiosa, não tinha inimigos, era uma boa pessoa”, disse o irmão de Teresa, Carlos Pereira da Silva.

Tereza Pereira da Silva, de 79 anos, foi encontrada morta em um dos quartos da casa onde morava. A Polícia Militar foi chamada por volta de 5h para atender a uma ocorrência de incêndio. Quando entraram na casa, a porta da cozinha estava arrombada. Só depois que as chamas foram controladas pelos bombeiros, a PM descobriu que a aposentada não morreu vítima do fogo.

“Ela estava toda coberta por roupas e com um fio de eletricidade no pescoço, enforcada. Facadas no peito, com a perícia no local foi comprovado que foi cinco facadas, hematomas no olho esquerdo e na cabeça”, disse o sargento da Polícia Militar, José Alencar de Mendonça.

Segundo o irmão, Dona Terezinha, como era conhecida, era muito reservada. Mas ele disse que ela tinha o costume de ir a Alfenas (MG) todo início de mês receber a aposentadoria. Para a polícia, quem cometeu o crime foi atrás de dinheiro.

A aposentada não tinha filhos e morava sozinha. Segundo a PM, o incêndio seria uma tentativa de esconder o crime, mas o fogo não chegou até o quarto onde ela estava.

“Estava sem roupas, existe a suspeita (de abuso sexual), mas só com a necropsia que pode ser confirmado se houve estupro ou não”, completou o sargento da PM.

Por enquanto, ninguém foi preso.

Fonte G1 Sul de Minas

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Roger Campos

Jornalista

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