TRÊS PONTAS RECEBE MICRO-ÔNIBUS PARA HEMODIÁLISE

TRÊS PONTAS RECEBE MICRO-ÔNIBUS PARA HEMODIÁLISE

Roger Campos
19 de fevereiro de 2021

CONQUISTA SE DEU ATRAVÉS DE MAIS UMA EMENDA PARLAMENTAR DO DEPUTADO TRESPONTANO MÁRIO HENRIQUE “CAIXA”

Um dos tratamentos mais penosos, cansativos e que merece uma atenção especial é a hemodiálise. Assim como os tratamentos oncológicos, a hemodiálise, por si só já é bastante desconfortável e desgastante. É um procedimento através do qual uma máquina filtra e limpa o sangue, fazendo parte do trabalho que o rim doente não pode fazer. O procedimento retira do corpo os resíduos prejudiciais à saúde, como o excesso de sal e de líquidos. Também controla a pressão arterial e ajuda o organismo a manter o equilíbrio de substâncias como sódio, potássio, ureia e creatinina. Como se não bastasse toda luta e dificuldade que o tratamento impõe, ainda há, para os trespontanos, a necessidade de deslocamento para Varginha, cidade mais próxima onde há o serviço público da hemodiálise. O transporte é outro fator que torna o tratamento ainda mais sofrido. Felizmente a Santa Casa de Misericórdia do Hospital São Francisco de Assis, com apoio da Prefeitura Municipal e Unimed, está construindo o setor de hemodiálise. Enquanto isso, o transporte para Varginha segue sendo necessário. E pensando no conforto, numa qualidade de vida um pouco melhor para os pacientes renais, o deputado estadual Mário Henrique Silva, o “Caixa”, destinou, através de emenda parlamentar, um micro-ônibus novo para transportar os pacientes, que acabou de chegar em Três Pontas.

Em sua página oficial no Facebook,  a Prefeitura Municipal de Três Pontas confirmou a chegada do veículo:

“Nessa semana recebemos um micro-ônibus para a Secretaria Municipal de Saúde, que será utilizado para transportar pacientes de hemodiálise entre outras demandas. O veículo, que é fruto de emenda parlamentar estadual, veio equipado com ar-condicionado e elevador, dando mais conforto e acessibilidade aos usuários”, diz o texto.

OConexão Três Pontasentrou em contato com a assessoria da Prefeitura Municipal que nos afirmou que o veículo, enviado pelo deputado Caixa, será utilizado pelos 36 pacientes trespontanos que fazem hemodiálise em Varginha.

Quem necessita fazer esse tratamento?

A hemodiálise está indicada para pacientes com insuficiência renal aguda ou crônica graves. A indicação de iniciar esse tratamento é feita pelo médico especialista em doenças dos rins (nefrologista). É possível começar o tratamento para insuficiência renal com medicamentos que controlam os sintomas e estabilizam a doença. Nos casos em que os remédios não são suficientes e a doença progride, pode ser necessário iniciar a hemodiálise. Esta decisão é tomada em conjunto com o paciente e o seu médico nefrologista. A diálise não tem como objetivo tratar a doença renal, mas sim, substituir a função dos rins que estão com seu funcionamento prejudicado.

Como é feita a hemodiálise?

A diálise é realizada por meio da filtração do sangue que é retirado pouco a pouco do organismo através de uma agulha especial para a punção da fístula arteriovenosa (FAV). FAV é uma ligação entre uma pequena artéria e uma pequena veia, com a finalidade de tornar a veia mais grossa e resistente para que as punções possam ocorrer sem complicações. A fístula pode ser feita com as próprias veias do indivíduo ou com materiais sintéticos. É preparada com uma pequena cirurgia no braço ou na perna, executada por um cirurgião vascular e com anestesia local. O ideal é que a fístula seja feita de preferência 2 a 3 meses antes do início da hemodiálise.

A diálise também pode ser feita por meio de um cateter (tubo) inserido numa veia do pescoço, tórax ou virilha, com anestesia local. O cateter é uma opção geralmente temporária para os pacientes que ainda não têm a fístula mas precisam fazer diálise. Os principais problemas relacionados ao uso do cateter são a obstrução e a infecção, o que muitas vezes obriga a sua retirada e o implante de um novo cateter para que as sessões possam continuar. As sessões de hemodiálise são realizadas geralmente em clínicas especializadas ou hospitais, no mínimo 3 vezes por semana e cada uma tem duração de aproximadamente 3-4 horas.

Há desconforto durante a hemodiálise?

Na maioria das sessões de hemodiálise o paciente não sentirá nada, mas algumas vezes, pode ocorrer queda da pressão arterial, câimbras ou dor de cabeça. Por estes motivos, a sessão deve ser sempre realizada na presença de um médico e uma equipe de enfermagem. Geralmente esses sintomas acontecem quando o paciente tem muito líquido para remover do seu corpo naquela sessão de hemodiálise. Dessa forma, é importante seguir as recomendações da equipe médica para evitar o ganho excessivo de peso entre os dias das sessões para que haja maior conforto e menos intercorrrências durante sua realização.

Restrições dietéticas

A quantidade de líquidos ou de alimentos que pode ser ingerida por pacientes com insuficiência renal varia de pessoa para pessoa e depende do seu estado nutricional, da quantidade de urina que ele ainda produz e de outros fatores, como a presença de doenças associadas (diabetes, por exemplo).

Vantagens da hemodiálise na insuficiência renal avançada

Ao iniciar o tratamento o paciente perceberá uma melhora significativa nos sintomas que apresentava, como: falta de apetite, indisposição, cansaço, náuseas, dentre outros. Adicionalmente, serão reduzidas as restrições dietéticas impostas antes de começar a fazer hemodiálise e perceberá, em geral, uma melhora na sua qualidade de vida.

Pacientes com insuficiência renal necessitam de acompanhamento multidisciplinar, com nutricionistas, enfermeiros, médicos, ou outros profissionais que sejam necessários.

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Roger Campos

Jornalista

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