
URGENTE! 49 mortes, 18 desaparecidos e uma pergunta que insiste em ecoar: até quando a Zona da Mata vai enterrar seus filhos?
A chuva voltou a cair. E, com ela, voltou também o medo. A Zona da Mata Mineira vive dias de dor que dificilmente serão esquecidos. O número de mortos após os temporais que atingiram a região na noite de segunda-feira (23) subiu para 49 vítimas. Outras 18 pessoas continuam desaparecidas sob a lama, os escombros e a esperança frágil de familiares que ainda aguardam notícias.
Em Juiz de Fora, foram 43 vidas perdidas.
Em Ubá, mais seis mortes confirmadas.
Não são estatísticas. São histórias interrompidas. São mesas vazias. São casas que não voltarão a ser lares.
A chuva não deu trégua — e a tragédia se aprofundou
Enquanto equipes do Corpo de Bombeiros seguem nas buscas por 16 desaparecidos em Juiz de Fora e duas pessoas em Ubá, o cenário se agrava. Na noite de quarta-feira, a chuva voltou com força. Avenidas novamente alagadas. Bairros sob enxurradas. O Córrego Santa Luzia transbordou. Sirenes soaram.
O resgate acontece em meio à lama ainda fresca dos deslizamentos. Há famílias esperando respostas diante de montes de terra que antes eram casas.
Milhares de pessoas estão desalojadas ou desabrigadas em Juiz de Fora, Ubá e também em Matias Barbosa, onde houve destruição, mas, felizmente, sem registro de mortes.
Mas o sofrimento não se mede apenas em números.
📊 Os números assustam — e revelam um alerta ignorado
Em apenas três horas, Juiz de Fora registrou:
102,9 mm na Cidade Universitária
96,3 mm em Graminha
85,5 mm na região Central
O município enfrenta o fevereiro mais chuvoso de sua história: já são 589 milímetros acumulados, mais de três vezes o volume esperado para o mês (170 mm).
O Instituto Nacional de Meteorologia mantém alerta de “grande perigo” para a região.
Mas a pergunta inevitável é: sabíamos que eventos extremos estavam se tornando mais frequentes — então por que continuamos tão vulneráveis?
🏚️ Tragédia natural ou desastre anunciado?
As mudanças climáticas são realidade. Os eventos extremos estão mais intensos. Mas o impacto devastador não é apenas obra da natureza.
Encostas ocupadas irregularmente.
Drenagem insuficiente.
Falta de contenção de taludes.
Córregos assoreados.
Planejamento urbano falho.
Quando a água encontra descaso, ela não apenas alaga — ela destrói.
A cada verão, repetimos o mesmo roteiro: alerta, chuva intensa, deslizamento, luto, promessas. E, quando o céu abre novamente, a urgência evapora.
Até o próximo temporal.
🕯️ 49 vidas que exigem mais do que homenagens
As equipes da Defesa Civil, do Corpo de Bombeiros e voluntários seguem mobilizadas. Abrigos foram improvisados. Solidariedade não falta.
Mas solidariedade não substitui prevenção.
É urgente discutir:
Investimento robusto em drenagem urbana
Obras estruturais permanentes
Monitoramento eficaz de áreas de risco
Política habitacional que retire famílias de encostas vulneráveis
Planejamento urbano baseado em dados climáticos atuais, não nos de décadas passadas
Prevenir não dá manchete. Mas salva vidas.
🌎 A chuva vai voltar. Estaremos preparados?
A Zona da Mata chora seus mortos enquanto ainda ouve o barulho da água caindo sobre telhados frágeis.
Cada vítima representa um alerta que não pode ser ignorado.
Não podemos normalizar a tragédia.
Não podemos aceitar que todo verão tenha sua contagem de mortos.
Não podemos tratar como fatalidade aquilo que é, em grande parte, consequência de omissão.
Que a memória das 49 vidas perdidas em Juiz de Fora e Ubá não se dissolva quando o sol reaparecer.
Porque quando a próxima tempestade chegar — e ela chegará — a pergunta continuará ecoando:
vamos lamentar de novo… ou finalmente agir?
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Roger Campos


































