URGENTE: SERVIDORA DA PREFEITURA DE TRÊS PONTAS PRESA PREVENTIVAMENTE É SUSPEITA DE DESVIAR MAIS DE R$ 2,6 MILHÕES DOS COFRES PÚBLICOS

URGENTE: SERVIDORA DA PREFEITURA DE TRÊS PONTAS PRESA PREVENTIVAMENTE É SUSPEITA DE DESVIAR MAIS DE R$ 2,6 MILHÕES DOS COFRES PÚBLICOS

Roger Campos
5 de agosto de 2026

Questionamentos do Conexão: Onde está esse dinheiro? Os desvios podem ter começado em 2020, ainda na gestão anterior. A Prefeitura não fez nenhuma auditoria interna nesses anos todos? Ela agia, supostamente, sozinha ou tem mais gente envolvida?

A Polícia Civil aponta que o suposto esquema teria começado em 2020. E a Justiça decretou a prisão preventiva de servidora concursada. Investigações continuam para esclarecer se há outros envolvidos.

A investigação sobre um dos maiores escândalos envolvendo recursos públicos da história recente de Três Pontas ganhou um novo e importante desdobramento. Embora não seja o primeiro escândalo, já que as estruturas do Poder Executivo de Três Pontas foram abaladas, anos atrás, com a Operação Trem Fantasma (também passando pela Secretaria da Fazenda e outras secretarias), que recentemente condenou alguns envolvidos.

A Polícia Civil cumpriu, na noite desta terça-feira, mandado de prisão preventiva contra a servidora pública concursada Thamares Maria Moraes, de 31 anos, lotada na Secretaria Municipal de Fazenda da Prefeitura de Três Pontas. A prisão foi determinada pela Justiça no curso das investigações que apuram um suposto esquema de desvio de dinheiro público.

Thamares foi presa por volta das 19 horas, em sua residência, localizada no bairro Vila Ipiranga, em Varginha, sendo posteriormente encaminhada para a Delegacia de Plantão.

Durante o cumprimento dos mandados de busca e apreensão, os investigadores localizaram e apreenderam três veículos — um automóvel e duas motocicletas — além de documentos, extratos bancários, aproximadamente R$ 6 mil em dinheiro vivo, eletrodomésticos de alto valor e diversos outros bens que agora passarão por análise da Polícia Civil.

Segundo as investigações, parte desse patrimônio poderá ter sido adquirido com recursos supostamente desviados dos cofres públicos. A servidora recebe salário aproximado de R$ 4 mil mensais, circunstância que também integra a apuração quanto à compatibilidade patrimonial.

PREJUÍZO JÁ ULTRAPASSA R$ 2,6 MILHÕES

O que inicialmente era tratado como um possível prejuízo milionário ganhou proporções ainda maiores.

Conforme informações da Polícia Civil, o montante sob investigação ultrapassa R$ 2,6 milhões, valor que teria sido desviado desde o ano de 2020, atravessando diferentes administrações municipais.

A prisão preventiva não representa condenação criminal, mas uma medida cautelar prevista na legislação para garantir o andamento das investigações, preservar provas e evitar eventual interferência na apuração dos fatos.

Por enquanto a servidora é tratada como suspeita e investigada, não havendo nenhuma sentença condenatória ou definição de culpabilidade!

Thamares Maria Moraes, investigada por PECULATO e INSERÇÃO DE DADOS FALSOS EM SISTEMA INFORMATIZADO EM TRÊS PONTAS

RELEMBRE O CASO

O Conexão Três Pontas revelou que uma auditoria interna realizada pela própria Prefeitura identificou indícios de movimentações financeiras consideradas irregulares envolvendo recursos públicos.

Após detectar as inconsistências, a Administração Municipal afastou preventivamente a servidora e comunicou imediatamente os órgãos responsáveis pela investigação.

A Prefeitura informou que, caso as irregularidades sejam confirmadas, os responsáveis responderão nas esferas administrativa, civil e criminal.

Imagem editada! Suspeita em primeiro plano, com a imagem da Prefeitura ao fundo.

CÂMARA COBRA RIGOR NAS INVESTIGAÇÕES

O caso repercutiu intensamente na Câmara Municipal.

Durante sessão ordinária, vereadores defenderam uma investigação profunda, transparente e rigorosa.

O vereador Rodrigo Silva destacou que toda apuração deve respeitar o devido processo legal, permitindo que todas as circunstâncias sejam devidamente esclarecidas antes de qualquer conclusão definitiva.

Já o vereador Geraldo Coelho afirmou que, se confirmadas as suspeitas, o episódio representará uma das maiores lesões ao patrimônio público da história do município e defendeu que todos os responsáveis sejam identificados e responsabilizados.

O vereador Fabiano “Popó” Diniz relatou que estava ao lado do prefeito Luís Carlos da Silva quando ele tomou conhecimento das suspeitas e afirmou ter ouvido do chefe do Executivo a determinação para que o caso fosse investigado “com o máximo rigor, sem deixar qualquer dúvida pelo caminho”.

O presidente da Câmara, Myller Bueno de Andrade, afirmou que o Legislativo continuará acompanhando atentamente o andamento das investigações e exercendo sua função constitucional de fiscalização.

Até o momento a servidora efetiva, afastada preventivamente, é apenas investigada, suspeita dos fatos. Não há, até o momento, nenhuma condenação a esse respeito.

INVESTIGAÇÃO AINDA ESTÁ LONGE DO FIM

Outro aspecto que chama atenção é que, segundo informações apresentadas durante os debates na Câmara e agora reforçadas pelas investigações policiais, o suposto esquema teria começado em 2020, antes da atual administração municipal.

Agora, a Polícia Civil busca responder uma série de perguntas fundamentais.

A servidora teria agido sozinha?

Existem outros envolvidos?

Como um suposto desvio superior a R$ 2,6 milhões teria permanecido sem ser identificado durante tantos anos?

Houve falhas nos mecanismos internos de controle financeiro?

Essas respostas somente poderão ser dadas ao final da investigação policial e dos futuros processos judiciais.

Até o momento, a investigada permanece amparada pelo princípio constitucional da presunção de inocência, cabendo à Justiça decidir sobre sua eventual responsabilidade criminal após a conclusão de todas as etapas do processo.

O CONEXÃO VAI CONTINUAR INVESTIGANDO

O Conexão Três Pontas seguirá acompanhando cada novo desdobramento deste caso, ouvindo todos os lados, cobrando transparência e levando informação de interesse público à população.

Mais do que descobrir quem teria cometido o suposto desvio, a sociedade espera entender como um esquema que, segundo a investigação, teria começado em 2020 conseguiu permanecer oculto por tantos anos. Como ninguém percebeu? Houve falhas nos mecanismos de fiscalização? A Prefeitura passou todo esse período sem uma auditoria capaz de identificar essas movimentações? E a pergunta que hoje ecoa em toda Três Pontas é inevitável: a investigada agiu sozinha ou outras pessoas também poderão ser responsabilizadas? Essas respostas são aguardadas por toda a população e somente uma investigação profunda, técnica e imparcial poderá esclarecê-las.

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Roger Campos

Jornalista / Editor Chefe

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